segunda-feira, 21 de julho de 2014

Atividades para sala de aula

Subo nesse palco...

Objetivos 

Conhecer a história do teatro e dos métodos de preparação de atores através dos tempos.



Introdução 

A reportagem de VEJA sobre Fátima Toledo é bastante esclarecedora sobre os métodos de preparação de atores para o cinema e o teatro brasileiros na atualidade. O texto nos conta que essa profissional realiza uma tarefa bastante valorizada na indústria cinematográfica em todo o mundo. Os especialistas acreditam que Fátima criou um método e está por trás de filmes nacionais de grande sucesso de bilheteria como Cidade de Deus e Tropa de Elite. Aproveite a oportunidade e analise com seus alunos um pouco da história do teatro e das técnicas que consagraram atores de Hollywood. 

Atividades

1ª aula - Solicite aos jovens uma pesquisa sobre o nascimento do teatro na Grécia antiga. Eles descobrirão que a arte teria surgido naquela civilização em função das manifestações em homenagem ao deus do vinho, Dionísio. A cada nova safra de uva, era realizada uma festa em agradecimento ao deus, marcada por procissões. Com o passar do tempo, elas ficaram conhecidas como "Ditirambos" e tornaram-se cada vez mais elaboradas. Até que apareceram os "diretores de coro" - os organizadores da festança. Nelas, os participantes cantavam, dançavam e apresentavam diversas cenas da vida e das peripécias de Dionísio. Reuniam-se de 20 mil a 30 mil pessoas nas cidades, enquanto, em manifestações rurais, o número de pessoas era menor. O primeiro diretor de coro foi Téspis, que desenvolveu o uso de máscaras no palco. Por causa da imensa platéia, era impossível que todos escutassem os relatos. Mas com os apetrechos os espectadores podiam visualizar o sentimento da cena e dos personagens representados. 

O coro, por sua vez, narrava a história com o auxílio de música e balé. Ele era o intermediário entre o ator e os espectadores e trazia os pensamentos e sentimentos à tona, além de revelar a conclusão e a moral da peça. Também podia haver o "corifeu", um representante do coro que se comunicava com a platéia. Em uma dessas procissões, Téspis inovou ao subir em um tablado e, assim, tornou-se o primeiro respondedor de coro. Em razão disso, originaram-se os diálogos e Téspis foi considerado o primeiro ator grego. 

2ª aula - Encomende aos meninos uma pesquisa na internet sobre os métodos de preparação de atores. Eles encontrarão vários - um dos mais conhecidos foi desenvolvido pelo russo Constantin Stanislavsky (1863-1938). Nascido em uma família rica, decidiu ser ator a partir dos 14 anos e ajudou a fundar o Teatro de Arte de Moscou. Quando começou a atuar, ele estava às voltas com duas formas distintas de representação que marcaram a evolução dessa arte no século XIX: o teatro tradicional (bastante estilizado, em que o ator exibia gestos "quase falsos") e a técnica recém-surgida de representação realista. 

O diretor observou, então, os atores consagrados de seu tempo, além de contar com sua própria experiência. Constatou que alguns intérpretes agiam de forma natural e intuitiva - mas também percebeu que não havia nada escrito sobre esse tipo de atuação. Resolveu, portanto, criar um sistema batizado com seu nome, que passou a ser reconhecido pelas gerações futuras como O Método e ainda hoje serve de base para a formação de todo bom ator. 

O núcleo desse sistema está na chamada "atuação verossímil", uma série de técnicas e princípios que atualmente são considerados fundamentais para o desempenho do ator. Ao contrário da percepção de naturalidade que observara, descobriu que a atuação realista era, na verdade, muito artificial e difícil - e que somente seria desenvolvida mediante estudos e práticas, que ele fez questão de organizar. Desde o lendário Actor s Studio, de Nova York, uma das instituições mais reconhecidas no meio artístico, até as escolas de atuação brasileiras, esse método tem sido amplamente utilizado na preparação de atores. Alguns famosos que o adotaram são: Jack Nicholson, Marilyn Monroe, James Dean, Marlon Brando, Paul Newman, Dustin Hoffman, Robert de Niro e Al Pacino. Entre os mais novos, o talentoso e carismático Johnny Depp. 

3ª aula - Convoque os alunos para que assistam a um trecho de um filme com um desses atores, como, por exemplo, James Dean, em Assim Caminha a Humanidade ou Juventude Transviada. Da carreira de Jack Nicholson, há Um Estranho no Ninho ou O Iluminado. E, de Al Pacino, não dá para ficar de fora da trilogia de O Poderoso Chefão ou Perfume de Mulher. Peça que analisem a atuação dos artistas. Após a exibição do trecho do filme, leia para a classe a definição de Stanislavsky sobre seu sistema de atuação: "Todos os nossos atos, mesmo os mais simples, aqueles que estamos acostumados em nosso cotidiano, são desligados quando surgimos na ribalta, diante de uma platéia de mil pessoas. Isso é por que é necessário se corrigir e aprender novamente a andar, sentar, ou deitar. É necessário a auto-reeducação para, no palco, olhar e ver, escutar e ouvir." Proponha aos adolescentes que escolham uma cena de algum dos filmes listados neste plano de aula para que a reproduzam na sala de aula.
 

Veja também:
Filmografia 
Gata em Teto de Zinco Quente
, Richard Brooks, 1959, Warner Home Video 
Quanto Mais Quente Melhor, Billy Wilder, 1959, 
Fox Home Video


Consultoria Ricardo Barros
Professor de História do Colégio Paulista, de São Paulo

Willian Shakespeare, seu tempo e sua dramaturgia

Atividades para sala de aula

  1. Poeta
  2. William Shakespeare foi um poeta e dramaturgo inglês, tido como o maior escritor do idioma inglês e o mais influente dramaturgo do mundo. É chamado frequentemente de poeta nacional da Inglaterra e de "Bardo do Avon". Wikipédia
  3. Cônjuge: Anne Hathaway (de 1582 a 1616)
  4. Plano de aula

Objetivos

Analisar, apreciar uma poesia ou peça de teatro e discutir um espetáculo teatral, se posicionando frente ao objeto artístico

Conteúdos

Crítica teatral; história do teatro

Tempo sugerido

Três aulas.

Desenvolvimento 

Introdução

Se é verdade que em 1588 não havia um só teatro em Londres, não se deve concluir que houvesse pouca atividade teatral. As Guilds não estavam ainda inteiramente extintas, e os grupos profissionais ambulantes se multiplicavam em grande escala; as escolas e universidades encenavam peças latinas, traduções de peças italianas e até peças de autores locais. A Corte já vira as máscaras italianas e pantomimas locais e, ocasionalmente, algumas companhias profissionais estrangeiras. Autoridades também promoviam espetáculos alegóricos por ocasião de visita de soberanos estrangeiros.

A Corte, todavia, era favorável aos atores e autores e alguns nobres consentiam emprestar seus nomes e uma espécie de proteção às companhias de teatro. Os puritanos começavam a atacar o drama - início de uma luta que terminaria em 1642 com o fechamento de teatros e proibição de se representar.

Foi nesse período de teatro, vigoroso e violento, que William Shakespeare nasceu em 1564, na pacata aldeia de Stratford-on Avon, frequentou a escola local, aprendeu um pouco de latim e deixou os estudos para ajudar seu pai nos negócios. O certo é que ele chegou em Londres por volta de 1588 e que deixou em sua aldeia natal sua esposa Ana Hathaway (oito anos mais velha que ele) com quem se casou aos 18 anos com quem teve um filho. Há indícios de que começou a trabalhar em Londres vigiando cavalos dos espectadores nas portas dos teatros, logo se tornando ator de uma companhia e mais a frente dramaturgo.


1a Aula

Inicie a aula introduzindo os alunos ao universo de vida de Shakespeare, seu contexto histórico e cultural. Levante com os alunos as peças que eles possivelmente já leram, assistiram ou conhecem deste autor. Em geral, muitos conhecem a peça "Romeu e Julieta", pois já viram a versão para o cinema com o ator Leonardo Di Caprio. Pergunte também sobre a poesia dos textos de Shakespeare. Leia uma cena de romeu e Julieta. Eles dirão que a leitura é difícil de compreender e comentarão sobre a dificuldade de ir ao teatro por esta questão, pois os textos em versos são muito difíceis de entender. Talvez até lembrem de nomes de diretores consagrados como Antunes Filho, do Eduardo Tolentino e José Celso Martinez Correa. Bem como invocarão lembranças sobre peças estudadas em sala de aula ou feitas na própria escola. Faça a provocação sobre por que é tão difícil entender uma poesia e como podem melhorar esse entendimento.

Ao ouvir os apontamentos dos alunos, situe-os historicamente com relação aos Saraus e festas onde os poetas liam seus trabalhos, bebiam muito vinho e cortejavam suas amadas. Conte que os autores reliam as histórias conhecidas pelas pessoas, já escritas em contos e narradas oralmente nas rodas de festas, se apropriavam delas e escreviam suas peças. 

Levante com o aluno a importância de ler em voz alta, para aprender a ouvir novas palavras e aumentar seu vocabulário, bem como escrever redações e cartas mais longas. É claro que se deve lembrar das novas tecnologias e refletir de como esses conhecimentos influenciam toda a arte do século XXI.

Comente como todas essas questões e movimentos do século XXI influenciam os artistas atuais, como podemos resgatar o valor da poesia em nossa sociedade e pense, junto com a classe, em estratégias culturais dentro da escola para que isto aconteça.

Abra um parênteses sobre a crítica em questão, ler juntamente com a turma a matéria da VEJA e proponha que na próxima aula este assunto seja resgatado e discutido.

2a aula


Nesta aula falaremos sobre a vida e a obra de Shakespeare antes de comentarmos a matéria sobre a suposta obra do mesmo. Comente com os alunos que o autor adquiriu fama como ator antes de se tornar célebre como autor. Supõe-se que ele foi um bom comediante, pois seu nome aparece em várias listas de atores deste gênero teatral e alguém escreveu que ele representava bem. Fora do palco, gozava de simpatia de quase todos, era amável, espirituoso e bem quisto. Tornou-se sócio de uma companhia onde montou seus maiores sucessos como autor.

Como dramaturgo é extraordinário, mais do que qualquer outro de sua época, escreveu com maestria dramas, comédias, tragédias, peças históricas e uma infinidade se sonetos. Dentre seus personagens mais conhecidos estão Hamlet, Romeu, Julieta, Macbeth e Lady Macbeth, Otelo, Iago, Ofélia, Catarina, Petruchio e as Alegres Comadres de Windsor. Aqui o professor pode estabelecer um paralelo sobre este assunto e os conhecimentos prévios dos alunos sobre o mesmo.



Mas não só Shakespeare figurava entre os dramaturgos da época, mas é fato que os que vieram depois dele sofrem historicamente por terem sido diretamente apagados por sua fama. Ben Jonson, John Fletcher e John Webster teriam sido grandes em qualquer outra época. Para comprovar esta grandeza podemos olhar para Ben Jonson, mais erudito que Shakespeare, foi a figura mais importante entre seus contemporâneos. Não teve grande sucesso com seus dramas, mas suas comédias tiveram sucesso comparável ao de Shakespeare.



Nesse período não era comum a publicação das peças teatrais e muitas se perderam ou se mantiveram inéditas em seus manuscritos. E peças como Cardenio podem ou não terem sido escritas por Shakespeare.



Como atividade o professor pode ler com os alunos trechos das peças de Shakespeare, poesias de poetas brasileiros e até usar letras de músicas para mostrar a poesia que há nelas. Podemos dar como exemplos as letras das músicas de Vinícius de Moraes e Chico Buarque de Holanda. Proponha ao grupo que escreva uma carta, uma poesia ou uma letra de música, com estes cunhos poéticos apresentados.


3ª aula

Nesta aula o professor poderá ressaltar que, na época de Shakespeare, era muito comum escrever um drama, uma tragédia ou uma comédia, tendo como base uma história conhecida; como os gregos, que utilizavam de sua mitologia nas peças dramáticas.



A paródia surge a partir de uma nova interpretação, em geral cômica, da recriação de uma obra já existente e, em geral, consagrada. Seu objetivo é adaptar a obra original a um novo contexto, passando diferentes versões para um lado mais despojado, e aproveitando o sucesso da obra original para passar um pouco de alegria. A paródia pode ter intertextualidade. 

Neste momento, retome a matéria da VEJA, e comente o quadro "Porque Cardenio não é Shakespeare". Proponha uma reflexão com os alunos: como se descobre que uma obra (poesia, música ou peça teatral) é ou não de um autor? Com esta reflexão, aponte questões como autoria, plágio e direitos autorais.


Avaliação

Tendo em vista as discussões e participação nas aulas anteriores, levante quais as perguntas que os alunos fariam aos atores e ao diretor de uma peça de Shakespeare.

Bibliografia
Cheney, Sheldon. Artigo: Shakespeare e seu tempo. Cadernos de Teatro no. 92, Rio de Janeiro 1982.
Gassner, John. Mestres do Teatro I São Paulo, Editora Perspectiva, série estudos, 1997.
Heliodora, Barbara. Falando de Shakespeare. São Paulo, Editora Perspectiva, série estudos, 1998.




Hamlet - atividades para sala de aula

Leia "Hamlet" e ajude os alunos a entender o texto teatral


A turma interpreta a peça de William Shakespeare, disseca sua estrutura e analisa as questões morais que a obra suscita.
Objetivos 
- Realizar uma leitura dramática da peça Hamlet, de William Shakespeare 
- Analisar as características do texto teatral
 
- Entender o contexto da obra de Shakespeare e os elementos que a tornem pertinentes ao nosso tempo

Conteúdos 
- Análise do gênero teatral como vertente literária
- Diferenças entre o texto teatral e o texto espetacular
 

Anos


Ensino médio
 

Tempo estimado 


De 6 a 8 aulas

Material necessário 



- Volumes da peça Hamlet, de William Shakespeare, traduzida Millôr Fernandes 

- Cópias da reportagem "A sofrida partilha da herança" (Veja, 2365, 19 de março de 2014)


Material de apoio


- Artigo "O texto teatral" no site Brasil Escola
- Reportagem "Teatro grego: Diferenças entre comédia e tragédia", no portal UOL Educação
Desenvolvimento 

1ª etapa 


Procure saber o conhecimento dos alunos sobre teatro. Interrogue: o que é teatro para eles? Já assistiram a alguma peça teatral? Lembram o nome da peça, do autor ou dos atores?

Depois questione se os alunos já ouviram algumas expressões famosas da peça Hamlet. Você pode citar as seguintes linhas: "Há algo de podre no reino da Dinamarca"; "Há mais coisas entre o céu e a terra do que quer crer a nossa vã filosofia", ou ainda "Ser ou não ser, esta é a questão".


Espere as respostas e avise à turma que, nas próximas aulas, irão trabalhar a obra Hamlet, de onde vêm as citações. Informe que analisarão o texto teatral como gênero literário.

A seguir, mencione a origem do teatro grego e explique que essa corrente artística foi uma das fontes da literatura ocidental. Apresente os principais autores e peças do teatro grego. Se houver tempo e condições, explane sobre uma das peças de autores mais representativos.


Depois, explique as características do texto teatral como gênero literário narrativo. Ressalte que sua finalidade de servir como base para uma montagem ou interpretação. Apresente as diferenças básicas entre o texto teatral, que é o texto escrito, e o texto espetacular, sua versão quando montado. Conclua que o texto teatral não deve ser confundido com teatro.

2ª etapa 



Contextualize a vida e a obra de William Shakespeare. Demonstre que a sua obra se tornou um dos cânones do Teatro Ocidental e explique as características do teatro elisabetano. Apresente as características de suas peças, enfocando em como suas tragédias expunham as fraquezas e contradições humanas. Mostre que sua obra pode ser considerada universal, muito embora tenha sido criada para a Inglaterra do século 16. A seguir, apresente Hamlet aos alunos, elabore um roteiro básico de leitura e peça que a turma leia a peça em casa. Se achar pertinente, sugiras que os alunos leiam o texto em grupos. 

3ª etapa



Depois que os alunos tiverem lido a obra, indique a reportagem de Veja. Relacione a peça às disputas entre herdeiros pelo espólio de suas famílias. Ressalte como Shakespeare não deixa margens para nenhum heroísmo. Mostre que em sua obra até as pessoas movidas por sentimentos nobres acabam por desencadear a própria destruição.

A seguir, disseque com a turma os principais personagens da tragédia, as principais cenas e falas, e o enredo da narrativa. Analise as citações famosas de Hamlet dentro do contexto da obra e relembre como as frases são usadas fora de contexto.

Divida a sala em grupos que farão, na próxima etapa, leitura dramática de textos selecionados da peça. Cada aluno deve escolher um personagem para interpretar. Selecione junto com os alunos, as partes que considerarem principais ou mais interessantes.

4ª etapa 



Promova a leitura dramática da obra. Caso considerem você e a turma pertinente, elaborem um cenário ou figurino adequado para a leitura. Peça que os leitores destaquem os trejeitos, a interpretação e a entoação durante a atividade. 

5ª etapa



Peça que os alunos pesquisem e componham um texto discutindo se Hamlet permanece capaz de comover o público e faze-lo refletir. Os estudantes podem abordar a validade dos valores presentes na obra (honra, vingança, justiça, o combate ao ardil, à mentira, à traição para se chegar ao poder).

Outra opção é pedir que os alunos se baseiem na peça para escrever uma reflexão sobre as consequências de um ato de vingança. Essa reflexão deve contemplar dois temas: é válido se vingar de um inimigo utilizando de métodos parecidos ao que ele utilizou? É possível encontrar justiça de outra maneira?


A pesquisa pode ser feita no artigo "Hamlet", no site InfoEscola e no artigo "A ortodoxia de Hamlet", no site da revista Literatura. 

Avaliação 



Durante os momentos de leitura e explanação sobre o texto teatral, observe se os alunos foram capazes de compreender os conceitos do texto teatral como gênero literário. Avalie também se os alunos compreenderam a importância da obra shakespereana para a evolução do teatro moderno. Perceba se os alunos compreenderam a constituição do texto teatral e do texto espetacular como duas linguagens distintas.


Professor de Literatura e Mestre em Educação

sábado, 12 de julho de 2014

Professor universitário americano publica conto de fadas com romance entre dois rapazes





Livro infantil narra a história de dois rapazes, com direito a casamento na igreja. Autor planeja tradução para o português.


POR 
Livro tem casamento entre dois rapazes em meio a um reino.


No reino mágico de Evergreen, a princesa Elena é sequestrada por uma bruxa. Em resposta, seu pai, o Rei Rufus, lança o desafio: quem salvar a beldade terá o direito de se casar com ela. Os jovens Gallant e Earnest resolvem, então, encarar a missão. E aí termina o caráter convencional da trama. Durante a busca, os dois homens se apaixonam e, no fim, acabam se casando com pompa na igreja.
O conto de fadas contemporâneo é narrado no livro infantil "The princes and the treasure" (“Os príncipes e o tesouro”, em tradução literal), de Jeffrey A.Miles. Professor da Escola de Negócios da Universidade do Pacífico, na Califórnia (Estados Unidos), ele teve a ideia há cerca de dois anos, enquanto assistia a uma apresentação com um príncipe e uma princesa num parque de diversões.



- Ao ver os atores cantando e dançando, me perguntei: por que não existe príncipe gay e princesa lésbica? Por que o príncipe não pode se casar com outro belo príncipe? E por que não há uma donzela em apuros sendo resgatada por uma linda princesa? - relembra o professor, que é gay e era um ávido leitor de contos de fadas quando garoto. - Ao voltar para casa, resolvi criar a minha própria história.
SEM BEIJO NO FINAL
Totalmente ilustrado, o livro não tem o tradicional beijo no final. Mas os protagonistas ganham matrimônio celebrado por um vigário numa igreja medieval. O final é feliz. Apesar do ineditismo, o autor diz que o retorno tem sido positivo.