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domingo, 15 de março de 2020
sexta-feira, 13 de março de 2020
Fonte: https://coronavirus.saude.gov.br/
O que é coronavírus? (COVID-19)
Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias.
O novo agente do
O novo agente do
coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados
na China. Provoca a doença
na China. Provoca a doença
chamada de coronavírus (COVID-19).
Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira
vez em 1937. No entanto,
vez em 1937. No entanto,
foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em
decorrência do perfil na microscopia,
decorrência do perfil na microscopia,
parecendo uma coroa.
A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns
ao longo da vida, sendo as crianças
ao longo da vida, sendo as crianças
pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais
comum do vírus. Os coronavírus
comum do vírus. Os coronavírus
mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus
229E e NL63 e beta
229E e NL63 e beta
coronavírus OC43, HKU1.
O que você precisa saber e fazer.
Como prevenir o contágio:

Lave as mãos com água e sabão ou use álcool em gel.

Cubra o nariz e boca ao espirrar ou tossir.

Evite aglomerações se estiver doente.

Mantenha os ambientes bem ventilados.

Não compartilhe objetos pessoais.
sábado, 7 de março de 2020
segunda-feira, 2 de março de 2020
terça-feira, 25 de fevereiro de 2020
sábado, 22 de fevereiro de 2020
Equipe NeuroConecta
Fonte:
https://neuroconecta.com.br/conheca-os-principais-transtornos-de-aprendizagem/?utm_campaign=disgrafia_texto&utm_medium=email&utm_source=RD+Station
Dra. Fabiele Russo
20/11/2018
Aprendizagem, Transtornos
Muitas crianças têm dificuldades para ler, escrever ou realizar outras tarefas relacionadas à aprendizagem em algum momento do período escolar. Os pais precisam ficar atentos se eles não possuem algum Transtorno de Aprendizagem. Nesses casos, a criança (ou jovem) é afetada pelo fato de o cérebro não receber, processar, analisar ou armazenar informações de forma adequada. Geralmente, essas crianças apresentam vários sinais que variam de pessoa para pessoa, mas não vão embora ou melhoram com o tempo. De acordo com o DSM-5 (Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais – 5ª Edição), esses transtornos podem ser classificados como leves, moderados ou graves, gerais ou específicos, de curta ou longa duração. Quem possui algum tipo de Transtorno de Aprendizagem sente uma dificuldade pontual e específica, que está ligada a uma disfunção neurológica, sendo assim, o cérebro funciona de uma forma diferente. Na maioria das vezes, esses transtornos de aprendizagem começam na idade escolar, embora possa não ser reconhecido até mais tarde, já na fase adulta. Envolvem problemas contínuos que podem afetar a leitura, a escrita e os cálculos matemáticos. Se não diagnosticado adequadamente, a pessoa com algum tipo de Transtorno de Aprendizagem pode ter problemas durante toda a vida, como baixa autoestima, baixo rendimento escolar, depressão, abandonar a escola e dificuldades para encontrar ou manter um emprego na fase adulta. O DSM-5 destaca que o Transtorno de Aprendizagem pode estar relacionado a fatores genéticos e ambientais e afeta a capacidade do cérebro de assimilar as informações tanto verbais (escrita ou falada) quanto não verbais (por gestos, tom de voz, postura corporal etc.). De acordo com a American Psychiatric Association, entre 5 a 15% das crianças em idade escolar (e cerca de 4% dos adultos) sofrem de transtornos específicos de aprendizagem. Veja, a seguir, os principais tipos de Transtornos de Aprendizagem:
Dislexia: caracteriza-se pela dificuldade de leitura e escrita. Entre os sintomas destacam-se a lentidão na aprendizagem, dificuldade de concentração, palavras escritas de forma estranha, dificuldade de soletrar, troca de letras por sons ou grafias parecidas, dificuldade em ler em voz alta e compreender. De acordo com a Associação Brasileira de Dislexia, cerca de 17% da população mundial possui esse Transtorno de Aprendizagem. O diagnóstico é realizado com ajuda de uma equipe multidisciplinar e o tratamento visa superar as dificuldades da criança e desenvolver suas habilidades para que consiga aprender de forma efetiva.
Discalculia: a dificuldade com números e compreensão dos exercícios de matemática podem ser um Transtorno de Aprendizagem. Chamado de discalculia, esse transtorno afeta a habilidade da criança de realizar cálculos matemáticos. Sendo assim, podem ter dificuldades de entender conceitos numéricos e problemas na hora de aprender operações matemáticas. Entre os sintomas, destacam-se a dificuldades na identificação visual e auditiva de números, dificuldade para contar, não compreender ou confundir os sinais matemáticos, problemas de lateralidade, trocar a ordem dos números quando copia da lousa, dificuldade de entender as horas e moedas e de estimar medidas. Estima-se que entre 3% a 6% da população mundial apresente discalculia.
Disortografia: é um distúrbio de linguagem que afeta principalmente a escrita, sendo assim, as pessoas que sofrem com esse transtorno não conseguem escrever as palavras de forma correta. Um texto escrito por uma pessoa com disortografia será cheio de erros gramaticais, que são cometidos repetidamente e isso não tem a ver com as habilidades intelectuais. Um dos erros mais comuns é o esquecimento de algumas letras em uma palavra. Como eles não dominam a escrita ou a ortografia, as pessoas com disortografia têm problemas para ler um texto. Dependendo da gravidade dos sintomas, eles podem se tornar incapazes de entender as palavras.
Disgrafia: é uma dificuldade específica de aprendizagem que afeta a habilidade de escrever. A disgrafia pode aparecer como uma dificuldade com a ortografia, caligrafia e problemas para colocar pensamentos no papel. A pessoa sente dificuldades em converter os sons da linguagem em forma escrita. Por isso, pode escrever as letras ao contrário, ter dificuldade em lembrar como as letras são formadas ou quando usar letras maiúsculas ou minúsculas. Também sente dificuldade em formar frases, usar a pontuação correta, a letra fica deformada, com espaçamento irregular, inversões e rotações das letras, podem fazer letras sobrepostas e com espaçamento inconsistente entre as palavras.
Agora vamos descrever outras 2 condições que não são consideradas Transtornos de Aprendizagem mas que impactam negativamente e atrapalham o processo de aprendizado:
Transtorno do Processamento Auditivo Central: é conhecido também como Disfunção Auditiva Central e afeta as vias centrais da audição. Sendo assim, atinge as áreas do cérebro relacionadas às habilidades auditivas e dificulta a detecção e a interpretação das informações sonoras. Dessa forma, a pessoa ouvirá, porém terá dificuldades em interpretar a mensagem recebida. Entre os sintomas destacam-se a dificuldade de memorização em atividades diárias, não conseguir ler e escrever, fadiga nas aulas, demorar a compreender o que foi falado, falta de atenção ou distração em excesso, necessidade de que a pessoa repita as frases, agitação e dificuldade para executar tarefas solicitadas.
Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade
Além dos Transtornos de Aprendizagem, as crianças podem apresentar o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Entre os sintomas, destacam-se desatenção, hiperatividade e impulsividade. Costuma surgir na infância e pode acompanhar a pessoa por toda a vida. O desempenho na escola pode ser inferior ao de outras crianças, mas não devido a sua capacidade intelectual, e sim ao seu comportamento hiperativo e desatento.
Referências:
http://www.dyscalculia.org/
https://www.nhs.uk/conditions/dyslexia/
https://tdah.org.br/
Fonte: https://neuroconecta.com.br/dislexia-e-autismo-como-lidar/
Aprendizagem escolar dos autistas (Ensino Fundamental e Ensino Médio): como vencer desafios
Dra. Fabiele Russo
01/11/2017
Alfabetização, Aprendizagem, Pedagógicas
A aprendizagem escolar é uma das etapas que podem integrar o processo de desenvolvimento da pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Por meio do acesso ao ambiente de ensino é esperado que a pessoa no espectro possa aperfeiçoar sua capacidade de integração social, ampliar sua percepção de mundo, além de ter acesso ao conhecimento por meio das aulas regulares do ensino fundamental e médio.
No Brasil, a legislação indica que a pessoa com TEA deve ter acesso à rede regular de ensino. É o que está expresso no artigo 3º da Lei Nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista – “São direitos da pessoa com espectro autista: IV – o acesso à educação e ensino profissionalizante”. E, ainda consta no mesmo documento o seguinte parágrafo: “Em casos de comprovada necessidade, a pessoa com transtorno do espectro autista incluída nas classes comuns de ensino regular, nos termos do inciso IV do art. 2º, terá direito a acompanhante especializado”.
É importante que pais e familiares, bem como a pessoa no espectro, tenham acesso à esta informação, para que tenham mais argumentos para lutar por seus direitos. A escola é uma das ferramentas que podem possibilitar ao autista se preparar para a vida com mais independência e adquirir competências que o possibilitem ser elegível a uma oportunidade no mercado de trabalho.
Atualmente, no País, embora haja uma normativa que prevê a inclusão de quem tem TEA no sistema educacional, ainda pode se observar despreparo das instituições de ensino e seus profissionais em integrar e desenvolver os alunos no espectro por meio de uma educação especial – que os possibilite evoluir dentro do programa de ensino que lhes é proposto.
Espera-se que a educação inclusiva seja experimentada na prática e, com isso, haja a inclusão do aluno com TEA tanto no que cabe a assimilar o conteúdo que lhe é apresentado, quanto no que diz respeito à perspectiva de se socializar com os demais alunos, sem se deparar com barreiras de preconceito e exclusão, desenvolvendo assim suas habilidades de convívio, o que pode ser um desafio para o autista.
Estudantes com autismo apresentam diferenças entre si no que cabe à sua capacidade de interação social e muitas vezes têm dificuldade em estabelecer relacionamentos. Estes desafios que têm com a comunicação social não devem ser vistas como falta de interesse ou de vontade, mas sim como um fator a ser desenvolvido com suporte pedagógico. Da mesma forma deve ser conduzido o comportamento sensorial. Portanto, é indicado que a escola se adapte para receber o aluno com autismo e atende-lo em suas necessidades, oferecendo profissionais especializados, que possam promover esta integração e sejam facilitadores do acesso ao ensino.
O processo de inclusão no ensino regular requer atenção não apenas dos professores, psicopedagogos e demais membros da escola, mas também da família e do grupo de profissionais que acompanham o autista. Juntos, poderão encontrar os mecanismos que possibilitarão auxiliar o autista a alcançar êxito no desenvolvimento cognitivo e interpessoal no ambiente escolar.
O aproveitamento escolar da criança com TEA está condicionado aos recursos que os professores irão lançar mão para despertar seu envolvimento com as atividades de ensino a ele apresentadas. O educador precisa ter ciência de que o processo de aprendizagem com esta criança demandará tempo, constância e recursos didáticos que prendam a atenção do autista, visto que o déficit de atenção é uma das fragilidades decorrentes do distúrbio. É possível lançar mão de atividades lúdicas, como brincadeiras e jogos que possibilitem interação social – uma das partes mais afetadas em quem tem TEA – e estímulos de raciocínio e motores.
Seja no ensino público ou privado, o importante é que a pessoa com autismo esteja integrada no meio ao qual foi lhe proposta inserção. Outro aspecto é que se o conceito de “inclusão” não pode se limitar ao fato de inserir o autista na sala de aula e colocá-lo em todas as atividades propostas, mas sim o ambiente bem como as ações devem ser adaptadas às necessidades individuais destes estudantes com TEA.
As escolas precisam ter o cuidado de não correr o risco de uma generalização no trato com o autista, pois os alunos com autismo podem ser tão diferentes uns dos outros quanto qualquer outro aluno. Pontos como investir em capacitação de pessoal e melhorar as condições de ensino para os alunos com TEA também são fundamentais para alcançar um bom desempenho deste grupo de estudantes.
De acordo com levantamentos feitos pela Autism Cooperative Research Centre Australian Autism Educational Needs Analysis (ASD-ENA) – a chamada conexão escolar pode ser o instrumento que atua em prol da aceitação, respeito e apoio entre alunos num ambiente escolar. Segundo a instituição australiana, a conexão da escola é tão importante para os alunos no espectro do autismo como para os demais (neurotípicos).
As principais recomendações apresentadas pela ASD-ENA centram-se em uma série de questões, que incluem:
O uso da tecnologia para apoiar as necessidades acadêmicas e de aprendizado dos estudantes
Apoio às necessidades da função executiva dos alunos (por exemplo, planejamento, organização, habilidades de gerenciamento de tempo) para poder fornecer apoio individualizado dentro e fora da sala de aula quando necessário
Suporte adicional quando a escrita manual for necessária para completar uma tarefa.
Atenção e suporte à criança quando exposta aos estímulos sensoriais presentes no ambiente (ruídos, luzes, odor e etc.)
Um dos métodos baseados em evidências científicas que podem ser utilizados pelas escolas é a Análise de Comportamento Aplicada (ABA). Esta pode ser uma ferramenta importante não só a gerenciar os desafios sociais e sensoriais do ambiente escolar, mas também o estresse e a ansiedade que eles podem experimentar neste espaço de ensino. Confira informações sobre este conceito aqui no site.
Você sabia?
De acordo com o Censo Escolar estima-se que mais de 698 mil estudantes especiais estavam matriculados em classes comuns em 2014. Entre este grupo estão incluídas pessoas com TEA.
Leia também:
Conheça opções terapêuticas para o TEA
Referências:
Da redação. Autismo e escola: os desafios e a necessidade da inclusão. Centro de Referências em Educação Integral. Disponível em <http://educacaointegral.org.br/reportagens/autismo-escola-os-desafios-necessidade-da-inclusao/> Acessado em 26 de outubro de 2017.
Governo do Brasil. Dados do Censo Escolar indicam aumento de matrícula de alunos com deficiência. Disponível em http://www.brasil.gov.br/educacao/2015/03/dados-do-censo-escolar-indicam-aumento-de-matriculas-de-alunos-com-deficiencia Acessado em 27 de outubro de 2017.
Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Brasil. Governo Federal. Disponível em http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2012/lei-12764-27-dezembro-2012-774838-publicacaooriginal-138466-pl.html Acessado em 24 de outubro de 2017.
Ministry of Education Teaching Students with Autism. A Resource Guide for Schools. British Columbia. Disponível em https://www2.gov.bc.ca/assets/gov/education/kindergarten-to-grade/-12/teach/teaching-tools/inclusive/autism.pdf Acessado em 26 de outubro de 2017.
Saggers, B. School connectedness for students on the autism spectrum
Teacher Magazine. Disponível em https://www.teachermagazine.com.au/articles/school-connectedness-for-students-on-the-autism-spectrum Acessado em 27 de outubro de 2017.
Saggers, Beth, Klug, David, Harper-Hill, Keely, Ashburner, Jill, Costley, Debra, Clark, Trevor, Bruck, Susan, Trembath, David, Webster, Amanda A., & Carrington, Suzanne (2016) Australian Autism Educational Needs Analysis – What are the needs of schools, parents and students on the autism spectrum? Cooperative Research Centre for Living with Autism, Brisbane, QLD. Disponível em < https://www.autismcrc.com.au/sites/default/files/inline-files/Educational%20needs%20analysis%20-%20Final%20report.pdf> Acessado em 27 de outubro de 2017
Supporting students with autism in the classroom: what teachers need to know. The Conversation. Disponível em http://theconversation.com/supporting-students-with-autism-in-the-classroom-what-teachers-need-to-know-64814 Acessado em 25 de outubro de 2017.
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