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terça-feira, 21 de outubro de 2014


A contação de histórias e o desenvolvimento do imaginário infantil.
  
                   A contação de histórias tem uma significativa importância para o desenvolvimento do imaginário e do discurso narrativo da criança. As diferentes histórias que as crianças ouvem, refletem, indagam, contam e recontam, mesclam o imaginário, a ficção e a realidade. Dessa forma, vão desenvolvendo sua capacidade de raciocínio e pensamento criativo.
             Os especialistas afirmam que a criança, desde muito cedo, é capaz de entender as histórias contadas pelos adultos. Por isso, esse contato com os relatos do dia a dia, de situações reais, ou mesmo, dos contos de fadas, é que vai ajudar a formar uma bagagem de imagens, nomes e roteiros que a criança utilizará na sua comunicação.
              Ao longo do processo da construção do discurso narrativo, a contação de histórias facilita a expressão da criança, pois exercita a troca comunicativa de maneira construtiva, socializada e democrática. Essa experiência deve ser vivida e refletida de forma participativa, pois a criança observa e se espelha no uso e no funcionamento da linguagem dos adultos.
                  Assim, os comportamentos do cotidiano e um vocabulário rico, ao qual se somam sempre novos conceitos, ampliarão a linguagem da criança. Quando começar a se expressar verbalmente, a criança lançará mão desse repertório acumulado desde os primeiros anos de vida, para descrever suas vivências e sensações.

                Esse processo se assemelha ao desenvolvimento da borboleta. A criança é como a lagarta em seu casulo, crescendo e acumulando aprendizados para, ao longo do tempo, vir a tornar-se uma linda borboleta, repleta de cores e desenhos simétricos. Eis o papel da contação de histórias: dar asas à imaginação da criança para que ela possa voar e aprender, cada vez mais.
Dicas de livros que apresentam o universo indígena ao leitor
Texto Mariana Queen


 Conhheça nossas raízes culturais a partir da literatura indígena!
Literaturas que valorizam as diferenças e a diversidade cultural dos povos indígenas são ótimas pedidas para abordar os conteúdos exigidos pela lei 11.645, que obriga o ensino da história e da cultura indígena nas escolas de Ensino Fundamental e Médio das redes pública e privada de todo Brasil. Veja 10 dicas de livros recomendados para pais, filhos e professores sobre o tema. Confira também os sites de alguns dos principais autores indígenas da atualidade: Daniel Munduruku; Olivio Djekupe e Eliane Potiguara.



Autor: Waldemar de Andrade e Silva

Nesse livro os escritor e artista plástico 

Waldemar de Andrade e Silva apresenta 
lendas e indígenas que marcaram sua 
convivência de oito anos com indígenas 
da Região do Xingu, no norte do Mato
 Grosso. A obra também é ilustrada
 pelo autor.

Autora: Antonieta Dias

O livro traz diversos contos relacionados 

à cultura indígena. As crianças vão saber
de histórias que poderão ser contadas e 
durante toda vida, como "O roubo do 
fogo" e "Astúcias do Jabuti".

Autora: Goimar Dantas

A autora brinca com o imaginário e com

 a possibilidade de rimas em histórias 
infantis para contar sobre uma 
personagem que assombrava as festas 
do Nordeste, num tempo muito antigo. 
Era tanta gritaria, arruaça, perturbação, 
que o jeito foi inventar um certo bicho-papão 
chamado o papangu. Na obra, as ilustrações 
são uma aventura a parte para crianças 
de todas as idades.

Autor: José de Alencar

Uma flechada no inimigo sela o amor entre

 Iracema, índia das terras tabajaras e 
Martim Soares Moreno, guerreiro branco, 
perdido nas matas, amigo dos índios 
 pitiguaras. A partir desse encontro
 torto a trama se desenvolve em meio 
a ciúmes e brigas entre povos indígenas. 
A obra também é conhecida com 
 "Lenda do Ceará", onde se passa 
a história, e se aproxima do que
 podemos chamar de epopéia sobre
 a origem do povo brasileiro,
miscigenado e filho de índios com
 brancos, além de outras tantas misturas.

Autor: Daniel Munduruku

Cinco pequenos garotos curumins

 (crianças indígenas) saem pela
 floresta em busca de muita aventura, 
mas acabam se perdendo. Para 
sobreviverem sozinhos na mata,
 os pequenos terão que enfrentar 
diversos perigos, como os 
 devoradores de almas. As surpresas
 se matem até o final. O livro faz 
parte da coleção Crônicas Indígenas
 e está repleto de ilustrações 
interessantes para as crianças.

Autor: General Couto de Magalhães

O livro é imperdível para quem deseja 

conhecer o Brasil a fundo: as origens de
 seu povo, a natureza e as influencias dos
 costumes e das línguas dos indígenas na em
 meio a isso. Apesar do nome trazer 
um sentido contrário, a obra desmistifica 
a colonização brasileira como aquela que 
só foi possível por conta dos europeus 
ditos civilizados. Assim, valoriza a cultura
 dos índios na formação do Brasil.

Autor: Olívio Jekupé

O leitor acompanhará a viagem 

do menino Carlos pela Aldeia Tekoa. 
O garoto da cidade sempre sonhou 
conhecer uma aldeia indígena, então
 decide passar férias de um mês em
 uma muito especial. Observando a
 cultura dos índios de Takoa, Carlos
 tem uma experiência inesquecível que
 lhe trará conhecimentos sobre suas 
próprias origens, sobre a sua própria vida.

Autor: José de Alencar

Em mais uma de suas tramas românticas

 que têm a colonização brasileira como
 pano de fundo, José de Alencar explora 
a paixão entre um indígena, Peri, e uma 
descendente de portugueses, Cecília. Depois 
de salvar a vida da mocinha por três vezes 
durante a história, o final do casal-amigo 
surpreende os leitores. A obra também é
regada por muitas lutas entre os povos
indígenas e os descendentes lusos.

Autora: Eliane Potiguara

O livro conta a história de um casal indígena

 que foi separado durante a colonização
 brasileira. Os dois viajam por todas as
 Américas, durante cinco séculos, em 
busca um do outro. Refletindo sobre a 
violência e destruição de laços familiares 
e étnicos no processo de colonização 
do país, a autora trata de temas como
 relações humanas, paz, identidade, 
ancestralidade e família.

Autor: Moacyr Scliar

A obra é uma releitura do livro "O Guarani" 

de José de Alencar- veja sinopse acima. 
Com uma linguagem informal e em um 
contexto contemporâneo, Moacyr Sclia
 reproduz os principais trechos do livro 
original em meio a uma nova história. Nela,
 um grupo de jovens apaixonados por
cinema participa de um concurso de
 vídeo amadores a partir da filmagem
de uma cena do livro "O Guarani". 
Para isso, os amigos da trama 
estudam a obra de Alencar e 
a comparam com atualidade. 
Uma verdadeira aula para 
os leitores da nova geração.

Autor: Helena Gomes

Livro composto por nove contos

 inspirados na tradição oral dos 
índios Bororo. Hoje, em grande 
parte, esse povo indígena habita 
o Mato Grosso. A autor refaz 
literariamente lendas e mitos: aí 
encontramos narrativas que
 exploram a relação do homem 
com as plantas e os bichos, as
 origens do mundo e da cultura, 
histórias que fundam rituais.

Autor: Susana Ventura

Aqui, Susana Ventura recria

 literariamente nove narrativas orais 
indígenas dos povos Kayapó. Uma 
excelente maneira de entrar em contato
 com esse universo lendário e fantástico.
 Kayapó é o nome de um grupo de 
línguas indígenas que pertencem ao
 tronco Jê. Além disso é também 
o nome geral que se costuma dar 
aos índios que falam essas línguas.

Autor: Júlio Emílio Braz

O livro é composto por cinco histórias 

que tratam de lendas e tradições 
 indígenas, entre elas o surgimento 
do açaí, como as estrelas apareceram
 no céu e o significado da planta piripiri. 
As belas ilustrações são de 
Weberson Santiago.